A paz me escapou como pássaros migrando,
Fugindo do inverno que está a vida
Sem a febre da tua pele
Que me aquecia o espírito
Despertando a liberdade de ir aos céus.
E esse caminho, agora pedregoso,
Inundado pelas lágrimas do tempo,
Me dificulta a jornada.
Sem poder enxergar a trilha
E com os pés feridos,
Eu apenas deixo que a correnteza seja minha companheira.
Mas... um abraço caloroso desse insensível destino
Seria um belo presente agora.
Por mais quanto tempo eu persistirei
Nessa busca pelo pedaço perdido da minha alma?
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