segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ternura

Deixa eu me banhar nessa tempestade de carinho,
Que sou um cravo a ser regado e esquecido lá no fim,
Onde há sede do deserto no meu peito, num caminho
Onde nada que eu faça estará bom pra mim.
Era lindo, ao luar os meu olhos contra os céus
Maravilhados com a vida nos brilhos que vinham dos teus.
Coisa rara nessa terra, onde vivo solitário,
Esperando por um dia ser colhido e admirado,
É a singela umidade nos lábios de uma dona
Que ateou vida aos desejos em minha consciência humana.
O calor daquela pele me fervia a intimidade.
E eu contemplava a formosura, atraído pela gravidade
Daquele corpo celeste belo, dono de minha admiração,
Pois os brilhos daqueles olhos tinham em mim a direção.

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